segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Cabo Verde pode ser autossuficiente em frutas, legumes e produtos da pecuária – Governo.


A ministra do Desenvolvimento Rural de Cabo Verde afirmou que o país tem potencialidades e está a investir para ser autossuficiente em termos de frutas, legumes e produtos da pecuária.
Eva Ortet, que falava à agência Lusa e à RTP África durante a primeira feira de frutas, realizada na Cidade da Praia, disse que o objetivo do Governo é fazer aumentar a produção, para que os cabo-verdianos possam passar a consumir em maior escala os produtos do país.
"Vamos incitar os consumidores para consumirem os produtos cabo-verdianos e que passem a importar produtos apenas em épocas em que o país não tem frutas produzidos em Cabo Verde", referiu a ministra que tutela a pasta da agricultura, para quem os produtos cabo-verdianos são de melhor qualidade do que os importados.
Sobre as baixas de preços sazonais devido aos excedentes de produção e as dificuldades no escoamento de produtos para outras ilhas, Eva Ortet indicou que o Governo está a trabalhar no melhoramento dos transportes marítimos e na construção de centros de pós-colheita para que os produtos possam ter qualidade em termos de embalagem e apresentação.
"O Governo, através do Ministério do Desenvolvimento Rural, está a fazer grandes investimentos no aumento da produção de frutas e legumes e na produção de novas espécies e variedades", prosseguiu a governante, reconhecendo que o país tem uma grande diversidade de frutas com boa qualidade e que o executivo vai insistir no consumo dos produtos locais.
No dia 29 de junho, o Governo lançou uma mega campanha intitulada "Consumir Cabo Verde", para incentivar os cabo-verdianos a consumir os produtos locais, com várias ações no país e na diáspora, acreditando que uma conjugação de esforços poderá relançar a economia.
"Temos que produzir mais, com mais qualidade, para abastecer os mercados. Mas temos que produzir mais para a agroindústria, um setor que ainda é insipiente em Cabo Verde", desafiou Eva Ortet, dizendo que já há diminuição na importação de alguns legumes, mas o país tem capacidade para fazer melhor, graças aos investimentos na mobilização de água.
Para a ministra do Desenvolvimento Rural, o agronegócio já tem um peso "muito importante" no Produto Interno Bruto (PIB) e na melhoria da qualidade de vida dos cabo-verdianos, mas só em 2015, após elaborar as estatísticas do setor, poderá precisar o contributo.
Fonte: Lusa

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Santa Cruz ganha maior barragem de Cabo Verde


A Barragem da Figueira Gorda, no concelho de Santa Cruz, vai ser inaugurada a 26 de Julho. A maior infra-estrutura hidráulica de Cabo Verde, em termos de captação de águas pluviais, abre novas perspectivas agrícolas para os homens do campo em particular e os santa-cruzenses no geral.
A infra-estrutura hidráulica construída em alvenaria, com um núcleo central em betão com 25 metros (m) de altura e quatro de coroamento, tem capacidade para armazenar 1.800 milhão de metros cúbicos de água, quase três vezes mais do que a Barragem de Poilão, em São Lourenço dos Órgãos, o que lhe confere o título de maior barragem de Cabo Verde.
A água captada permite irrigar um perímetro de 150 hectares de terreno no vale da ribeira de Boaventura e de Santa Cruz, com benefício directo para 480 agricultores chefes de famílias.
Conforme o projecto, a adução de água aos perímetros irrigados far-se-á por uma conduta principal até ao perímetro agrícola de “Justino Lopes”, onde fará derivações em duas partes, ou seja, uma para cada uma das margens da ribeira.
A construção da barragem de Figueira Gorda constitui o primeiro passo para a materialização de um sonho antigo: a reabilitação da “Justino Lopes”, a maior empresa agrícola que teve no passado um papel importante na economia da ilha de Santiago.
Com a inauguração da barragem de Figueira Gorda, eleva-se para cinco o número de infraestruturas do tipo em Santiago. As outras quatro - já inauguradas - são: barragens de Poilão (em São Lourenço dos Órgãos, aprimeira do país); Salineiro (Ribeira Grande de Santiago); Faveta (São Salvador do Mundo - Picos) e Saquinho (em Santa Catarina).
O acto de inauguração será prestigiado pelo Primeiro-Ministro, José Maria Neves, e acontece no marco do Dia do Município de Santa Cruz, celebrada a 25 de Julho.
REALOJAMENTO DE FAMÍLIAS
Em resultado da construção da barragem de Figueira Gorda, vão ser construídas 30 “moradias-sócias”, na localidade de Achada Bel-Bel, destinadas ao realojamento das famílias de Boaventura cujas casas ficarão submersas com a entrada de água na albufeira.
A primeira pedra para edificação das 30 casas (todas de classe A), foi colocada quarta-feira 16, pelos ministros do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território do Desenvolvimento Rural, respectivamente, Antero Veiga e Eva Ortet.

O bloco das moradias está orçado cem mil contos, montante que inclui os trabalhos de acesso, arranjos exteriores e obras de beneficiação à escola de Achada Bel-Bel.
fonte: a Nação

sábado, 28 de junho de 2014

Lançamento oficial da campanha “Juntos contra a fome! Alimentando a esperança na CPLP”


campanha jcf2Cabo Verde, através da Fundação Cabo-verdiana da Acção Social e Escolar – FICASE e do Ministério do Desenvolvimento Rural – MDR, fez hoje, 27 de junho o lançamento oficial da campanha “ Juntos contra a fome! Alimentando a esperança na CPLP”. Uma campanha que decorrerá de junho a dezembro deste ano.
A Campanha “Juntos Contra a Fome!” é uma iniciativa desenvolvida em parceria pela Comunidade dos Países de Lingua Portuguesa (CPLP) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), com o objetivo de mobilizar a sociedade para o processo de construção de uma comunidade de povos livre da fome e tornar vísivel a realidade de uma insegurança alimentar que actualmente afecta cerca de 28 milhões de pessoas dos 250 milhões de pessoas que fazem parte da CPLP.
A referida campanha pretende ainda, angariar fundos que irão permitir o financiamento de projectos que visam melhorar a segurança alimentar e nutricional e as condições de vida das famílias e comunidades rurais mais vulneráveis dos países que compõem a CPLP.
campanha jcfO fundo será constituído por contribuições voluntárias por parte do público em geral e das mais variadas entidades do mundo empresarial, político, artístico, desportivo e académico – através de donativos, realização de eventos desportivos, culturais e entre outros.
As contribuições podem ser feitas em qualquer banco comercial, através da conta bancária nº 73000003583 ou transferência bancária - NIB 006000027300000358360.
para mais informação, contacta via email: juntoscontrafome.cplp@gov.cv 

Ilha do Maio com mais 200 m3 de água dia.

Garantia do Ministro foi dada esta quinta-feira, no segundo dia de visita ao Maio. Gilberto Silva reuniu-...