terça-feira, 11 de junho de 2013

FAO e OCDE prévêem abrandamento da produção agrícola mundial.

a-faoO novo relatório publicado ontem 6 de Junho, pela FAO e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, diz que a produção agrícola mundial crescerá menos do que o habitual, ao longo da próxima década. O crescimento anual será de 1,5 % ao ano inferior aos 2,1 % registado entre 2003 e 2012.
A limitada expansão das terras agrícolas, o aumento do custo de produção, a crescente limitação dos recursos e as maiores pressões ambientais são as principais razões apontadas para esta tendência.
Devido a um crescimento de produção mais lento e a uma maior procura, inclusive em relação aos biocombustíveis, prevê-se que os preços se mantenham acima das médias históricas na produção agrícola e pecuária.
agro florestalO relatório referiu, ainda, que a agricultura se tornou num sector cada vez mais orientado para o mercado e não pelas políticas, como era no passado, o que oferece aos países em desenvolvimento importantes oportunidades de investimento e benefícios económicos.
"Enquanto as reservas alimentares nos principais países produtores e consumidores se mantiverem baixas, o risco da volatilidade dos preços aumenta. A seca generalizada, como a que vivemos em 2012, aliada a reservas alimentares baixas, pode levar a um aumento dos preços a nível mundial entre 15 e 40 por cento", adverte o relatório da OCDE/FAO.
A China, com um quinto da população mundial, um crescimento elevado dos rendimentos e um sector agro-alimentar em rápida expansão, terá uma enorme influência nos mercados mundiais e é o principal foco do relatório.
O Secretário-Geral da OCDE, Angel Gurría, afirmou que “as perspectivas para a agricultura mundial são relativamente positivas, com uma forte procura, uma expansão do comércio e preços altos. Mas, este quadro assume uma recuperação económica contínua. Se não formos capazes de dar a volta à economia mundial, o investimento e o crescimento na agricultura serão prejudicados e a segurança alimentar pode ficar comprometida. ”
Quanto aos Governos ficou o conselho de criar contextos que sejam propícios ao crescimento e comércio. "As reformas agrícolas têm desempenhado um papel fundamental no notável progresso da China ao nível da expansão da produção e da melhoria da segurança alimentar nacional".
José Graziano da Silva, Director-Geral da FAO afirmou que “os elevados preços dos alimentos constituem um incentivo para o aumento da produção e é preciso fazer o melhor que se pode para garantir que os agricultores pobres beneficiem deles. ”
Acrescentou ainda que "a produção agrícola da China tem tido um extraordinário sucesso. Desde 1978, o volume da produção agrícola aumentou praticamente cinco vezes e o país tem feito progressos significativos no sentido de uma maior segurança alimentar. A China está no caminho certo para atingir o primeiro objectivo de desenvolvimento do milénio de redução da fome.”
Embora a produção da China se tenha expandido e a segurança alimentar tenha melhorado, aconselhou-se que o país deva dar mais atenção às questões ambientais e de recursos.
Segundo o Director geral, a FAO está disposta a colaborar com a China no sentido de encontrar soluções viáveis e duradouras.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

1º Encontro com Guardas florestais.



O novo Delegado do MDR  Maio, José Ramalho reuniu – se  no passado dia 24 de Maio do corrente ano com os Guardas florestais de toda a ilha para se discutirem as novas  orientações para melhor proteger o perímetro florestal da ilha. 

As preocupações levantadas pelos Guardas foram as seguintes:

ü Número de guardas insuficientes para toda a extensão da ilha.

ü Falta de identificação dos mesmos.

ü Necessidades de Uniforme ou alguns equipamentos existentes na Delegação.

Por sua vez o Delegado disponibilizou em tudo fazer para melhoria dos Guardas nos seus postos de trabalhos.

 

domingo, 2 de junho de 2013

Cultura de estufa expande-se na ilha Brava.

CORREIO DAS ILHAS.

02 Junho 2013

A ilha Brava vai beneficiar de um pacote de quatro projetos para cultura de estufa, abrangendo a produção de morango e hortaliças diversas. Um passo importante e que representa a introdução de técnicas modernas na agricultura da ilha mais a sul do arquipélago.

Cultura de estufa expande-se na Brava
Começou esta semana a montagem de duas estufas para a produção agrícola na Brava: uma na localidade de Nossa Senhora do Monte e outra na zona de Covoada. Os dois projetos representam um investimento de cerca de três mil contos do Ministério de Desenvolvimento Rural. As estufas começam a receber plantas em fins de Julho próximo.
O delegado do MDR, José Lenine Carvalho, precisa que a estufa de Nossa Sra. de Monte vai ser implantada nas terras do agricultor José Gomes Pires, abrangendo uma área de 270m2. Visa produzir três toneladas de morango por ano, uma fruta pouco encontrada na ilha e com alto valor comercial (500$00 kg). Já a estufa de Covada cobrirá uma superfície de 540m2 e está projetada para produzir 16 toneladas de tomate por ano. O contemplado é o agricultor José Vieira, que se propõe ainda desenvolver culturas de pimentão, melancia, alface entre outras espécies hortícolas. Dois outros projetos similares devem arrancar neste 2013, agora nas localidades de Cova de Joana e Cova Rodela.
Para o responsável local do MDR, escusado será falar na “revolução” que a cultura de estufa irá trazer à agricultura da ilha. “Além de permitir menor incidência de pragas e doenças nas plantas, a cultura de estufa produz durante todo o ano, em maior quantidade, e protege as espécies vegetais de variações climáticas bruscas”, aponta José Lenine Carvalho.
A mesma fonte informa que o MDR tem já em marcha um programa de plantio. Desta feita, são uns cinco mil pés de fruteiras que vão ser levados às zonas altas da ilha, durante o tempo da Azágua. Mais, o Ministério vai equipar uma área de um hectare com o sistema de rega gota-gota, para apoiar os agricultores da ilha. “Com a execução desses projetos, vamos aumentar a produção agrícola, diversificar os produtos, gerar mais rendimentos às famílias e melhorar a dieta alimentar da população da Brava”, conclui José Lenine Carvalho.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Delegação do MDR Maio com o novo delegado.

 Saída do Engº Carlos Dias e entrada do Engº José Ramalho
O novo Delegado do MDR Maio chama-se José Ramalho Roberto Varela.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Projeção de novo recorde da produção global do milho em 2013/14.


O Índice de Preços da Internacional Grains Council para os cereais e oleaginosas recuou cerca de 4% em Março, refletindo fortemente a queda do preço da soja. Preços médios dos três principais cereais foram mistos em Março, com aumento de 0.8% e 0.2%, para o Milho e arroz, respetivamente, face à média do mês anterior.

O preço médio do trigo apresentou no período uma redução de 2.4%. Os movimentos no mercado global do milho foram fortemente influenciados pela projeção de ampla disponibilidade global em 2013/14, com previsão de um novo recorde da produção.

O mercado global do trigo iniciou o mês de Março em baixa, pressionado pela expetativa de forte concorrência, a meio de oferta global confortável na próxima campanha (2013/14), após a queda das chuvas nas áreas de cultivo do trigo de inverno nos Estados Unidos. O índice de preços caiu cerca de 2% em relação ao mês de Fevereiro. 21

Quanto à produção global, esta foi projetada em 683 MT, cerca de 4% acima do ano 2012/13, refletindo aumento da área de plantio e melhoria dos rendimentos. É esperado uma expansão de 3% da área global de plantio, representando assim maior registo dos últimos 4 anos. Maior consumo para alimentação humana deverá contribuir para um moderado aumento do consumo global.

Face a projeção do aumento do consumo, stock global deverá aumentar 4 MT na campanha 2013/14.

Assumindo condições climáticas normais e rendimentos médios, projeta-se que a produção global deva atingir um novo recorde em 2013/14, 927 MT, cerca de 9% acima da previsão da campanha em curso. Apesar de maior consumo, a produção global será suficiente para proporcionar a recuperação dos stocks, particularmente nos Estados Unidos. Apesar da previsão de boa colheita na China e possibilidade de uma safra recorde no Brasil e na Argentina, previsão para a produção global em 2012/13 está ainda cerca de 3% abaixo da estimativa do ano anterior, devido à seca que prejudicou as culturas nos Estados Unidos e em partes da União Europeia.

O comércio global permaneceu inalterado em relação à previsão anterior, mas representando ainda uma redução de 5% face à estimativa do ano passado. Previsão para o stock global foi elevada em 2 MT, espelhando a revisão em alta dos stocks dos maiores exportadores. Projetado em 107 MT, representa um aumento de cerca de

 1% Relativamente à estimativa de 2011/12. O índice de preços da soja caiu cerca de 6%, impulsionado pelas condições climáticas favoráveis na América do Sul, com previsão de boa produção nos Estados Unidos em 2013/14 e sinais de queda da demanda internacional.

 

Ilha do Maio com mais 200 m3 de água dia.

Garantia do Ministro foi dada esta quinta-feira, no segundo dia de visita ao Maio. Gilberto Silva reuniu-...