terça-feira, 14 de abril de 2015

Maio: Criadores de gado solicitam ao Governo a reabertura do Centro de Pecuária da Calheta.

Porto Inglês, 11 Abr (Inforpess) – Os criadores de gado das localidades de Calheta e Morrinho, na ilha do Maio solicitaram à ministra do Desenvolvimento Rural, Eva Ortet, a abertura do centro de pecuária que funcionava anteriormente no Centro Zootécnico da Calheta, entretanto encerrado.
O desafio foi lançado pelos criadores de gado num encontro que mantiveram com a ministra durante a vi...sita de três dias que efectuou à ilha do Maio e que terminou esta sexta-feira.
Segundo esses criadores de gado, a paralisação do referido centro trouxe “perdas incomensuráveis” à pecuária na ilha, tendo em vista que no espaço onde albergava o mesmo centro, fazia-se criação de caprino, ovelhas e produzia-se bastante, empregando consequentemente um bom número de pessoas.
Em resposta à questão que lhe foi colocada, a ministra Eva Ortet garantiu que já tomou a nota do mesmo prometendo que assim que ministério conseguir mobilizar financiamento vai avançar com a reabilitação do espaço por forma a permitir a possibilidade de se fazer a melhoria de raça animal e consequentemente apoiar também os criadores em termos técnicos.
“O centro era uma referência aqui na ilha, pelo que assim que tivermos recursos vamos reabilitá-lo e deste modo poder apoiar os criadores de gado, até porque isso vem na sequência da estratégia do governo que passa por criar em cada ilha um centro que sirva de apoio a esse sector”, frisou.
Ainda durante o encontro, a ministra teve a oportunidade de auscultar os 40 criadores que foram contemplados com animais diversos como galinha, carneiro e porcos, enquadrado no projecto de urgência alimentar, em que estes manifestaram as suas satisfações e alguns problemas encontrados.
Entretanto, Eva Ortet informou que proximamente mais 40 famílias vão ser contempladas com esse projecto.
WN

Inforpress/fim

Maio: Governo equaciona atribuição de título de propriedade de terreno aos agricultores de regadio.

Porto Inglês, 11 Abr (Inforpress) – A ministra do Desenvolvimento Rural, Eva Ortet disse esta sexta-feira, no final de uma visita de trabalho de três dias à ilha do Maio, que o próximo passo do Governo vai ser a atribuição de título de propriedade aos agricultores de regadio nessa ilha.
Segundo a governante, que falava em declarações à Inforpress, nos próximos tempos os agricult...ores maienses terão a possibilidade de obterem o título de propriedade dos seus terrenos, por forma a puderem recorrer a empréstimos bancário e investirem mais na produção.
Eva Ortet adiantou ainda, que com esta medida também se pretende disciplinar essa posse de propriedade e pôr cobro à uma possível corrida desenfreada à caça de terrenos.
"No momento em que fomos inaugurar o sistema de adução de água com recurso à energia solar e lançamento de equipamento de mais um furo, bem como a construção de mais dois reservatórios em Monte Vermelho, encontramos pessoas a marcarem terrenos, e de imediato informamos a essas pessoas que devem dirigir-se à delegação do MDR para fazerem a devida solicitação”, indicou.
De acordo a ministra do Desenvolvimento Rural, esta foi também uma preocupação levantada no encontro que manteve com o edil do Maio, Manuel Ribeiro, que também defende a necessidade de se disciplinar a posse de terrenos, o que, por um lado vai permitir a autarquia arrecadar alguma receita, mas ao mesmo tempo servir de fiança para conseguirem alguma linha de crédito.
“Nós defendemos que quem está a praticar a agricultura deve ter a posse do título de terreno para puder fazer o que bem entender com a sua parcela e também fazer a sucessão caso venha ser necessária",disse a ministra, sublinhando esta é a razão por que o Governo vai dar o próximo passo nesse sentido, embora sabendo "que isso não vai ser fácil”, frisou.
WN
Inforpress/fim

sábado, 11 de abril de 2015

Maio: Moradores de Figueira satisfeitos com o funcionamento do furo de abastecimento de água para rega .

 


Porto Inglês, 09 Abr (Inforpress) – A entrada em funcionamento do furo equipado com sistema fotovoltaico, que abastece os agricultores com água para a rega, vai trazer “grande ganho” para os moradores da Figueira Seca, disse hoje à Inforpress o presidente da associação local Fernando Tavares.
 
Segundo Fernando Silva Tavares, a entrada em funcionamento do furo vai permitir que muitos jovens e chefes de família venham a praticar agricultura e consequentemente ter uma fonte de rendimento no momento em que o desemprego é a maior preocupação naquele povoado.
“Isto era algo que estávamos à espera há já algum tempo, porque quando construíram esses diques e posteriormente um dos furos e os dois reservatórios, a associação elaborou um projecto para apoiar três jovens com materiais de rega, o que acabou por ser financiado pela CRP, e desde então a estar parte estavam com o material em casa, mas agora vão puder colocar em funcionamento os seus projectos”, frisou.
Conforme indicou, a alegria aumentou ainda mais com o lançamento da primeira pedra para o equipamento de mais um furo na mesma localidade, pelo que disse acreditar que com esta acção do MDR muito mais pessoas daquele povoado vão puder ter água para praticarem a agricultura e criação de gado, razão por que os jovens estão ansiosos e dispostos a iniciarem com os trabalhos.
Questionado se a associação está preparada para fazer a gestão do furo caso seja essa a decisão do MDR, Fernandes Tavares disse que a organização que representa está ciente de que possam surgir alguns constrangimentos, mas estão preparados para assumirem essa gestão caso lhes forem solicitado para esse fim.
“Ainda nada está decidido, mas caso venham a decidir neste sentido estamos preparados para  a gestão dos dois furos”, disse.
WN
 
Inforpress/Fim

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Ilha do Maio vai ser contemplada com plano de desassoreamento das infraestruturas hidráulicas.

O Maio vai ser uma das ilhas a ser contemplada brevemente com o plano de desassoreamento das infra-estruturas hidráulicas existentes no país, disse hoje o PCA da SONERF, Alcides Horta.


Em declarações à Inforpress o presidente do concelho de administração da Sociedade Nacional de Engenharia Rural e Florestas (SONERF) indicou que a instituição que representa é responsável pelo estudo e levantamento de todas as infra-estruturas hidráulicas existentes no país que carecem de intervenções e após isso vão entregar o projecto ao Ministério do Desenvolvimento Rural para procurar o financiamento e garantir as intervenções necessárias.

Segundo informou, a ilha do Maio está na lista do pacote que vai ser entregue ao MDR e por isso espera que dentro de pouco tempo vai-se dar início aos trabalhos que se enquadram no plano de mitigação do mau agrícola que se registou no país.

Alcides Horta avançou ainda que a SONERF é a entidade responsável pelo equipamento dos furos com sistema fotovoltaico e rede de adução de água, lembrando que na ilha dois furos já foram equipados estando a faltar mais três.

“Os dois furos já inaugurados os seus equipamentos estão orçados em cerca de 4 mil contos e vão possibilitar mobilizar cerca de 300 e tal metros cúbicos de água dia, pelo que dentro de pouco tempo contribuirão para o aumento das áreas irrigadas e consequentemente traduzir na criação de mais postos de trabalho directos e inderectos”, frisou.

Alcides Horta informou que as restantes obras vão estar prontas daqui a 3 meses, estando as mesmas orçadas em cerca de 20 mil contos.

Instado sobre a quem vai ser atribuída a responsabilidade de gestão da água dos furos, Alcides Horta afiançou que nada ainda está determinado, embora a responsabilidade é da instituição que representa, no entanto apontou que a parceria público-privada ou através das associações comunitárias seria a melhor alternativa, visto que o objectivo do governo não é fazer a gestão directa, mas sim fazer rentabilizar estas infra-estruturas.

O desassoreamento dos diques é uma das reivindicações antigas dos agricultores na ilha do Maio.

Inforpress

sexta-feira, 20 de março de 2015

Maio: Embaixador Especial da FAO para as Florestas impressionado com a gestão e conservação da floresta da ilha.

Porto Inglês, 19 (Inforpress) - O Embaixador Especial da FAO para as Florestas, Príncipe Laurent, disse hoje à imprensa, no final da visita de um dia à ilha, que ficou impressionado com a forma de gestão e conservação da floresta ilha.
O Embaixador Especial da FAO para as Florestas afirmou que nunca antes tinha visto uma “boa politica” de gestão e conservação da floresta, bem como o engajamento da população local na preservação da natureza e da sua floresta.
Acrescentou que com este modelo de gestão, este perímetro florestal vai “perdurar por muitos e longos anos de vida”, por isso sublinhou que se “está num bom caminho”.
“É fenomenal o que se tem vindo a praticar na ilha, em termos da gestão e conservação da floresta. E o meu sonho é que os jovens desta ilha e deste país continuem a seguir e a prender com o resto da mundo a melhorar o conhecimento de preservação da floresta”, frisou.
Por seu lado, a ministra do Desenvolvimento Rural, Eva Ortet, considerou que a visita “foi interessante”, porque conseguiram “trazer e mostrar” ao Embaixador Especial da FAO para as Florestas da Bélgica “como é que se tem posto em prática a gestão da floresta da ilha do Maio”, considerada a mais extensa do país e que para a sua implementação contou com o apoio da Bélgica.
“A sua Alteza e Príncipe Laurent, e Embaixador Especial da FAO para as Florestas, tem uma grande sensibilidade para com a floresta, por isso é extremamente bom que uma pessoa com ele venha ver e diga ao mundo e aos jovens como é que Cabo Verde tem vindo a trabalhar na gestão da floresta, mesmo sem grandes recursos”, notou.
Eva Ortet disse que não existe nenhum projecto em concreto que o embaixador possa apoiar e financiar, mas com a sua chegada a Bruxelas (Bélgica) o príncipe certamente “irá dar uma conferência para falar sobre o que viu em termos da gestão da floresta”, o que na opinião daquela governante vai abrir o horizonte e portas para possíveis financiamentos.
Contudo, garantiu que dentro de um ano a ilha terá uma política de gestão de floresta, com vista a se definir quem é que deverá gerir a floresta, que, conforme avançou, poderá ficar nas mãos de associações comunitárias ou do poder local.
A visita à ilha está enquadrada nas comemorações do Dia Internacional da Floresta, que se assinala a 21 de Março, data criada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em 1971, pensando na necessidade de sensibilizar a população humana sobre a importância das florestas para a manutenção da vida na Terra e a necessidade de preservá-las.
A comitiva fez uma visita de cortesia ao presidente da Câmara Municipal do Maio, Manuel Ribeiro, às zonas de intervenção florestais no perímetro da Calheta, às infra-estruturas de captação de água em Monte Vermelho e ao Parque Natural da ilha do Maio.
WN
Inforpress/Fim


sábado, 14 de fevereiro de 2015

Produção de aguardente de cana-de-açúcar passa a ser controlada.

                            
                                                                                         
                           
                                                                                                                                                    


Todo o processo de fabricação da aguardente de cana-de-açúcar vai passar a ser submetido a um rigoroso controlo por forma a respeitar os teores de componentes químicos estabelecidos pela lei e garantir a qualidade do produto, salvaguardando a saúde do consumidor.



  O diploma publicado esta quinta-feira estabelece as normas que vão orientar toda a produção da aguardente de cana-de-açúcar desde a matéria-prima utilizada para o fabrico do grogue até o produto final.



Regulamenta os procedimentos para o licenciamento e os parâmetros de qualidade do produto, a qualidade e segurança sanitária, denominação de venda, denominação de origem e o período de industrialização da cana-de-açúcar e selagem do alambique.     



O diploma estabelece contraordenações puníveis com coima que vão dos 80 mil escudos até um milhão de escudos para a produção de grogue fora dos limites constantes na lei; para a falta, insuficiência ou inexactidão das menções obrigatórias de rotulagem previstas; para a produção fora do período estabelecido e para a produção do grogue sem licenciamento industrial.



Para as demais infracções às regras de produção, boas práticas de fabrico e higiene constantes no diploma estão previstas coimas que vão dos 20 mil escudos a 600 mil escudos.  


O presente diploma não se aplica à produção da aguardente cuja matéria-prima não seja a cana-de-açúcar e às outras bebidas espirituosas que resultam da mistura da aguardente da cana-de-açúcar com outras substâncias, ou de mistura de duas ou mais bebidas espirituosas.



Apesar de ser uma legislação específica para o chamado grogue e deixar de fora as outras produções de bebidas espirituosas, José Pedro Oliveira, presidente da Assembleia Geral da Confraria do Grogue de Santo Antão (CONGROG) saudou o diploma, pois nas suas palavras vem ao encontro de uma das principais reivindicações da confraria: maior controle e fiscalização da produção do grogue.



“Estamos extremamente satisfeitos. Finalmente sai qualquer coisa para controlar a qualidade do grogue. Estamos satisfeitos porque era um dos nossos objectivos e vínhamos alertando as autoridades competentes para controlar o que se fabrica para podermos chegar àquilo que era um dos nossos objectivos: termos uma aguardente de cana-de-açúcar genuína, defendendo a saúde pública e defendendo a economia da ilha”.



A produção da aguardente em Cabo Verde foi até à data regulada por um decreto de 1987 que estabelecia apenas alguns aspectos sobre o fabrico e licenciamento da aguardente, com aplicação praticamente nula e com uma abrangência limitada em relação às etapas da cadeia de produção e em matéria de segurança, qualidade e inocuidade.

Como sublinha José Pedro Oliveira, só leis bonitas não chega. É necessário haver uma fiscalização “séria e determinada” e é necessário “a criação de um instituto para passar a pente fino o produto que vai para o mercado. Tem que haver um chapéu de autoridade que é um instituto que faça a exigência dos requisitos do produto a colocar no mercado e atribui-lhe um selo de garantia”.

 

Maio: Delegação do MDR disponibiliza ração e milho aos criadores de gado para mitigar o mau ano agrícola.



Porto Inglês, 12 Fev (Inforpresss) – O delegado do Ministério do Desenvolvimento Rural na ilha do Maio, José Ramalho disse à Inforpress que já está na ilha para ser comercializado a um preço acessível, ração e milho para gado como forma de se mitigar os efeitos do mau ano agrícola....
De acordo com o delegado do MDR no Maio, esta medida de subsidiar esses produtos por parte do Governo vai contribuir para que os criadores possam alimentar os seus animais até as próximas chuvas, visto que os preços praticados são muito mais reduzidos em relação àquilo que é praticado no mercado comum.


José ramalho informou que nesta primeira remessa receberam um total de 200 sacos de ração de 40 e 50 quilos que estão a ser revendidos a 1488$00 e 1860$00 respectivamente, enquanto o milho é vendido a 1280$00.


Ambos os produtos vão ser revendidos pela cooperativa Unicoop na ilha, que por sua vez vai coloca-los em todo o ponto da ilha ao mesmo preço.
O delegado do MDR indicou ainda que o stock inicial vai ser renovado daqui a três meses, de acordo com a demanda local, pois, esta quantia foi calculada na sequência do inquérito feito pela delegação junto dos criadores de toda ilha, por forma a terem uma real noção de qual é a necessidade dos criadores.


“Todos os criadores que foram inqueridos encontram-se registados na nossa base de dados, pelo que ao pretenderem fazer a compra quer de milho ou ração deverão deslocar-se à Delegação do MDR para fazerem o levantamento de uma credencial para puderem apresentar junto da revendedora, a fim de conseguirem os produtos nesses preços”, indicou.


De acordo com José Ramalho, a par desta medida dois furos de prospecção de água no subsolo já foram equipados para disponibilizar água aos criadores a um preço acessível, tendo informado também, que num futuro próximo pretendem ainda equipar mais três furos para disponibilizarem mais água tanto para o gado como para a agricultura, mas ressalvou que a prioridade vai ser dada para a criação de gado.


“Neste momento temos disponibilizado água aos criadores através de um auto tanque com capacidade para duas toneladas e meia pelo preço de 500$00 em vez dos 1400$00 que se praticava anteriormente", notou.


Para fazer face ainda aos efeitos do mau agrícola, José Ramalho adiantou que a Delegação do MDR tem previsto para início de Março o arranque da construção de alguns reservatórios, bebedores, curais, pocilgas, bem como a abertura de algumas frentes de alta intensidade de mão-de-obra e intervenção na floresta para criar alguns postos de trabalho.


Segundo este responsável, o programa que vai até finais de Junho e início de Julho está avaliado em cerca de 25 mil contos sem contar com outros programas paralelos.
WN
Inforpress/Fim


Ilha do Maio com mais 200 m3 de água dia.

Garantia do Ministro foi dada esta quinta-feira, no segundo dia de visita ao Maio. Gilberto Silva reuniu-...