domingo, 16 de junho de 2013

Governo assina contrato para executar Barragens de Flamengos e Principal

CORREIO DAS ILHAS

16 Junho 2013

O Governo de Cabo Verde e a empresa Monte Adriano assinam este mês de Junho o contrato para a execução do Projecto de Ordenamento das Bacias Hidrográficas de Flamengos e Principal, a ser implementado no concelho de São Miguel, ilha de Santiago. As obras, financiadas pelo BADEA através de um acordo de empréstimo no valor de 10 milhões de dólares, vai permitir construir duas barragens, 19 diques para captação de águas superficiais e 25 outros para as águas subterrâneas.

Governo assina contrato para executar Barragens de Flamengos e Principal
O Ordenamento das Bacias Hidrográficas de Flamengos e Principal prevê a construção de duas barragens e 44 diques – 19 de águas superficiais e 25 de águas subjacentes –, bem como, abrir e equipar 15 furos, construir 34 reservatórios de água nas imediações. Desses reservatórios 19 poderão armazenar 30 m3 cada, mas os outros 15 terão mais do triplo dessa capacidade: 100 m3. Tudo isso sem contar as inúmeras redes de distribuição de água.
Só a Barragem de Flamengos, orçada em 358 mil contos, vai armazenar 852 mil metros cúbicos de água. As obras previstas para arrancar no próximo mês de Julho devem ser executadas no prazo de 15 meses. Ilídio Furtado, da Unidade de Coordenação do Projecto, diz que na fase de construção as obras vão mobilizar 140 trabalhadores.
E quando a barragem começar a funcionar, “teremos 60 novos hectares de áreas irrigadas nesta zona, o que permitirá aos agricultores intensificar e diversificar as culturas de regadio e aumentar a produção. O rendimento das famílias irá também melhorar, ajudando a reduzir a pobreza”.
Os agricultores da zona serão formados nas novas técnicas de irrigação, produção agrícola e animal. Mais: devem passar por um curso de gestão e estrutura comunitária.
O Projecto de Ordenamento das Bacias Hidrográficas de Flamengos e Principal resulta de um empréstimo que o Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África (BADEA) concedeu ao Governo de Cabo Verde em Julho de 2009. Este projecto de Ordenamento das Ribeiras de Flamengos e Principal – duas barragens, 44 diques, 15 furos, 34 reservatórios de água e uma grande rede de distribuição de água para toda a região – tem um custo global de 10 milhões de dólares. O Badea financia nove milhões, ou seja, 90% do valor total. O Estado de Cabo Verde entra com o restante (10%), ou seja, 1 milhão de dólares. O nosso país também deve responder por “7,2% do custo total das obras de mobilização de água bem como de funcionamento da Unidade de Gestão”, informa Furtado.
O projecto vai beneficiar de forma directa 764 famílias das ribeiras de Flamengos e Principal. Prevê-se que mobilizará dois milhões de metros cúbicos de água por ano, o que implica novas áreas irrigadas, aumento exponencial da produção agrícola e pecuária na Região, potenciando assim o agronegócio como um dos ramos mais sólidos e promissores da economia cabo-verdiana. É o sonho de António Nunes a frutificar nos campos de Santiago, para a inclusão social e económica das famílias rurais cabo-verdianas.
Constança de Pina

terça-feira, 11 de junho de 2013

FAO e OCDE prévêem abrandamento da produção agrícola mundial.

a-faoO novo relatório publicado ontem 6 de Junho, pela FAO e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, diz que a produção agrícola mundial crescerá menos do que o habitual, ao longo da próxima década. O crescimento anual será de 1,5 % ao ano inferior aos 2,1 % registado entre 2003 e 2012.
A limitada expansão das terras agrícolas, o aumento do custo de produção, a crescente limitação dos recursos e as maiores pressões ambientais são as principais razões apontadas para esta tendência.
Devido a um crescimento de produção mais lento e a uma maior procura, inclusive em relação aos biocombustíveis, prevê-se que os preços se mantenham acima das médias históricas na produção agrícola e pecuária.
agro florestalO relatório referiu, ainda, que a agricultura se tornou num sector cada vez mais orientado para o mercado e não pelas políticas, como era no passado, o que oferece aos países em desenvolvimento importantes oportunidades de investimento e benefícios económicos.
"Enquanto as reservas alimentares nos principais países produtores e consumidores se mantiverem baixas, o risco da volatilidade dos preços aumenta. A seca generalizada, como a que vivemos em 2012, aliada a reservas alimentares baixas, pode levar a um aumento dos preços a nível mundial entre 15 e 40 por cento", adverte o relatório da OCDE/FAO.
A China, com um quinto da população mundial, um crescimento elevado dos rendimentos e um sector agro-alimentar em rápida expansão, terá uma enorme influência nos mercados mundiais e é o principal foco do relatório.
O Secretário-Geral da OCDE, Angel Gurría, afirmou que “as perspectivas para a agricultura mundial são relativamente positivas, com uma forte procura, uma expansão do comércio e preços altos. Mas, este quadro assume uma recuperação económica contínua. Se não formos capazes de dar a volta à economia mundial, o investimento e o crescimento na agricultura serão prejudicados e a segurança alimentar pode ficar comprometida. ”
Quanto aos Governos ficou o conselho de criar contextos que sejam propícios ao crescimento e comércio. "As reformas agrícolas têm desempenhado um papel fundamental no notável progresso da China ao nível da expansão da produção e da melhoria da segurança alimentar nacional".
José Graziano da Silva, Director-Geral da FAO afirmou que “os elevados preços dos alimentos constituem um incentivo para o aumento da produção e é preciso fazer o melhor que se pode para garantir que os agricultores pobres beneficiem deles. ”
Acrescentou ainda que "a produção agrícola da China tem tido um extraordinário sucesso. Desde 1978, o volume da produção agrícola aumentou praticamente cinco vezes e o país tem feito progressos significativos no sentido de uma maior segurança alimentar. A China está no caminho certo para atingir o primeiro objectivo de desenvolvimento do milénio de redução da fome.”
Embora a produção da China se tenha expandido e a segurança alimentar tenha melhorado, aconselhou-se que o país deva dar mais atenção às questões ambientais e de recursos.
Segundo o Director geral, a FAO está disposta a colaborar com a China no sentido de encontrar soluções viáveis e duradouras.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

1º Encontro com Guardas florestais.



O novo Delegado do MDR  Maio, José Ramalho reuniu – se  no passado dia 24 de Maio do corrente ano com os Guardas florestais de toda a ilha para se discutirem as novas  orientações para melhor proteger o perímetro florestal da ilha. 

As preocupações levantadas pelos Guardas foram as seguintes:

ü Número de guardas insuficientes para toda a extensão da ilha.

ü Falta de identificação dos mesmos.

ü Necessidades de Uniforme ou alguns equipamentos existentes na Delegação.

Por sua vez o Delegado disponibilizou em tudo fazer para melhoria dos Guardas nos seus postos de trabalhos.

 

domingo, 2 de junho de 2013

Cultura de estufa expande-se na ilha Brava.

CORREIO DAS ILHAS.

02 Junho 2013

A ilha Brava vai beneficiar de um pacote de quatro projetos para cultura de estufa, abrangendo a produção de morango e hortaliças diversas. Um passo importante e que representa a introdução de técnicas modernas na agricultura da ilha mais a sul do arquipélago.

Cultura de estufa expande-se na Brava
Começou esta semana a montagem de duas estufas para a produção agrícola na Brava: uma na localidade de Nossa Senhora do Monte e outra na zona de Covoada. Os dois projetos representam um investimento de cerca de três mil contos do Ministério de Desenvolvimento Rural. As estufas começam a receber plantas em fins de Julho próximo.
O delegado do MDR, José Lenine Carvalho, precisa que a estufa de Nossa Sra. de Monte vai ser implantada nas terras do agricultor José Gomes Pires, abrangendo uma área de 270m2. Visa produzir três toneladas de morango por ano, uma fruta pouco encontrada na ilha e com alto valor comercial (500$00 kg). Já a estufa de Covada cobrirá uma superfície de 540m2 e está projetada para produzir 16 toneladas de tomate por ano. O contemplado é o agricultor José Vieira, que se propõe ainda desenvolver culturas de pimentão, melancia, alface entre outras espécies hortícolas. Dois outros projetos similares devem arrancar neste 2013, agora nas localidades de Cova de Joana e Cova Rodela.
Para o responsável local do MDR, escusado será falar na “revolução” que a cultura de estufa irá trazer à agricultura da ilha. “Além de permitir menor incidência de pragas e doenças nas plantas, a cultura de estufa produz durante todo o ano, em maior quantidade, e protege as espécies vegetais de variações climáticas bruscas”, aponta José Lenine Carvalho.
A mesma fonte informa que o MDR tem já em marcha um programa de plantio. Desta feita, são uns cinco mil pés de fruteiras que vão ser levados às zonas altas da ilha, durante o tempo da Azágua. Mais, o Ministério vai equipar uma área de um hectare com o sistema de rega gota-gota, para apoiar os agricultores da ilha. “Com a execução desses projetos, vamos aumentar a produção agrícola, diversificar os produtos, gerar mais rendimentos às famílias e melhorar a dieta alimentar da população da Brava”, conclui José Lenine Carvalho.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Delegação do MDR Maio com o novo delegado.

 Saída do Engº Carlos Dias e entrada do Engº José Ramalho
O novo Delegado do MDR Maio chama-se José Ramalho Roberto Varela.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Ilha do Maio com mais 200 m3 de água dia.

Garantia do Ministro foi dada esta quinta-feira, no segundo dia de visita ao Maio. Gilberto Silva reuniu-...